A impressão digital

O que é a impressão digital?

Impressão digital (tecnicamente datilograma ou dermatoglifo) é o desenho formado pelas papilas (elevações da pele), presentes nas polpas dos dedos das mãos, deixado em uma superfície lisa. As impressões digitais são únicas em cada indivíduo, sendo diferentes inclusive entre gêmeos univitelinos.

Tal característica, chamada unicidade, as faz serem utilizadas como forma de identificação de pessoas há séculos.

As papilas são formadas durante a gestação e acompanham a pessoa até a morte, sem apresentar mudanças significativas. Esta propriedade é conhecida como imutabilidade.

A impressão digital apresenta pontos característicos e formações que permitem a um perito ou um papiloscopista identificar uma pessoa de forma bastante confiável. Tal comparação é também feita por sistemas computadorizados, os chamados sistemas AFIS (Automated Fingerprint Identification System, Sistema de Identificação Automatizada de Impressão Digital).

A utilização de impressões digitais para identificar pessoas existe desde a Antiguidade em diversos lugares, como Mesopotâmia, Turquestão, Índia, Japão e China, com o objetivo de autenticar documentos e selar acordos civis e comerciais. O primeiro sistema de identificação por impressões digitais foi criado por Francis Galton, com base em anotações anteriores de outros autores. A primeira utilização de uma impressão digital para prender e condenar um criminoso ocorreu na França, em 1902.

Pontos Característicos

Designam-se por “pontos característicos” as particularidades papilares que, quando vistas pormenorizadamente oferecem as marcas no seu curso pelo dactilograma natural e pela sua impressão. Estas particularidades são as convergências, desvios, planuras, interrupções, fragmentos, etc. das cristas e dos sulcos.

 

O Arco

 

 

O Laço

 

 

A Espiral

 

Cristas papilares

As cristas papilares são os relevos epidérmicos situados na palma das mãos e na planta dos pés.

São glândulas de secreção de suor situadas na derme. Constam de um tubo situado no tecido celular subcutâneo, formado por um glomérulo glandular com um canal rectilíneo, que atravessa a derme, para rematar na capa córnea da epiderme, concretamente no poro, que é um orifício situado nos lados das cristas papilares, e pelo qual se expulsa o suor ou outras secreções.

Uma vez que o suor sai para o exterior, derrama-se pelas cristas e mistura-se com a gordura natural da pele, dando lugar a que quando se toque ou manipule um objecto apto para a retenção de pegadas, estas fiquem impressas no mesmo.

Sulcos interpapilares

São as depressões que separam as cristas papilares.

Desenhos papilares

São formados pelas cristas papilares e sulcos interpapilares. Está demonstrado cientificamente, e comprovado pela experiência, que são perenes, imutáveis e diversiformes:

São perenes, porque desde que se formam no sexto mês da vida intra-uterina, permanecem invariáveis em número, situação, forma e direcção até que a putrefacção cadavérica destrua a pele.

São imutáveis, já que as cristas papilares não podem modificar-se fisiologicamente. Se houver um traumatismo pouco profundo, regeneram-se, e se é profundo, as cristas não reaparecem com forma distinta da que tinham. Apenas a parte afectada pelo traumatismo fica invadida por um desenho próprio da cicatrização.

São diversiformes, pois ainda não foram encontradas duas impressões idênticas produzidas por dedos diferentes.

Referências

History of the Finger-Print System (em inglês). The Print (Abril de 200).

Arrestation du premier assassin confondu par ses empreintes digitales.

Fonte

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